Olho para o céu. Percebo a zênite -termo que eu desconhecia até anteontem e que descobri significar acima de nós no céu - a constelação de Órion, imponente. Pena que as nuvens cubram as estrelas, pena que as luzes da cidade ofusquem as estrelas, pena que as pessoas tenham se esquecido das estrelas.
Durante séculos, as estrelas guiavam os intrépidos viajantes pelos mares e terras nunca dantes desbravados. Ainda muitas histórias foram criadas para explicar a origem das estrelas, como os mitos de Perseu e Andromeda, que já embalaram os sonhos de muitas crianças. Ainda hoje as estrelas e o cosmos fascinam as crianças, que olham deslubradas para as constelações e tentam entender como tudo aquilo está lá, não é a toa que a profissão de astronauta é uma das campeãs entre os pequenos.
Mas nós esquecemos, esquecemos de nossos mitos e de nossas guias, alguns cidadãos passam simplesmente a vida sem ter olhado para o céu e contemplado uma estrela sequer, sequer perguntado como ela teria ido parar lá, as estrelas são o caminho do conhecimento, é uma das primeiras questões insolúveis descobertas por nós, mas esquecemos disso, muito fácil.
Às vezes me perco nas horas contemplando o céu, simplesmente por fazê-lo.
Descobrimos muitas coisas: que a lua mostra sempre a mesma face, que as cintilações são apenas mudanças atmosféricas, que a cor vermelha das estrelas significa que ela está se afastando... Mas ainda não aprendemos a sentar e contemplar as estrelas.
Renato Russo disse uma vez que o 'infinito é realmente um dos deuses mais lindos', mas nada seria o infinito sem o brilho das constelações.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Luto
Eu luto. Primeira pessoa do presente do indicativo do verbo lutar. Não a batalha cotidiana, porque dessa já estamos cansados de filosofar, mas a luta de punhos cerrados, a barreira que põe os humanos entre a animalização e a superioridade intelectual.
Para muitos a briga é apenas uma forma selvagem de reação, para mim se torna um estilo de vida.
Não quero humilhar alguém mais fraco, não quero causar dor em quem não se dispõe, muito pelo contrário... A dor te limpa, ela te mostra que você é apenas um humano, um mortal, a luta te mostra a vulnerabilidade, te mostra a fraqueza, por outro lado ela te mostra a força, a perseverança em resistir. Bater em alguem ou alguma coisa é, e sempre será, a melhor maneira de exteriorizar sua raiva.
Muitos acham tolice, muitos acham loucura, o certo é que a luta te aproxima da sua verdadeira essencia, o suor te mostra sua limitação, o cansaço te põe no chão como o inimigo mais forte do planeta, entretanto, não tem nariz quebrado nesse mundo que me impeça de ir para um outro 'fight'.
Luto, seja com luvas, seja sem luvas, seja com um saco de pancadas ou com outra pessoa, protegido ou não. E no fim da luta, apenas um aperto de mão, continuam amigos os participantes, e ninguem apanha e bate, mas os dois saem maiores do que entraram, saem gigantes, ansiosos para o próximo combate.
Para muitos a briga é apenas uma forma selvagem de reação, para mim se torna um estilo de vida.
Não quero humilhar alguém mais fraco, não quero causar dor em quem não se dispõe, muito pelo contrário... A dor te limpa, ela te mostra que você é apenas um humano, um mortal, a luta te mostra a vulnerabilidade, te mostra a fraqueza, por outro lado ela te mostra a força, a perseverança em resistir. Bater em alguem ou alguma coisa é, e sempre será, a melhor maneira de exteriorizar sua raiva.
Muitos acham tolice, muitos acham loucura, o certo é que a luta te aproxima da sua verdadeira essencia, o suor te mostra sua limitação, o cansaço te põe no chão como o inimigo mais forte do planeta, entretanto, não tem nariz quebrado nesse mundo que me impeça de ir para um outro 'fight'.
Luto, seja com luvas, seja sem luvas, seja com um saco de pancadas ou com outra pessoa, protegido ou não. E no fim da luta, apenas um aperto de mão, continuam amigos os participantes, e ninguem apanha e bate, mas os dois saem maiores do que entraram, saem gigantes, ansiosos para o próximo combate.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
A Morte
Estou a fitá-la nos olhos.
Ela se afasta conforme chego para tocá-la, não por medo, apenas adiando o inevitável.
Cada minuto me põe mais perto do ultimo suspiro.
Tem que ser assim, ela me faz abraçar cada centelha de luz, seus olhos cinzentos me fazem procurar a beleza da vida, me fazem olhar para o infinito do céu a noite e procurar o infinito dentro de mim. Ao mesmo tempo, ela me facina, sedutora como uma sereia.
Como o infinito dá paz! Ele dilui seus sofrimentos. É como beber um café muito amargo, mas que dissolvido no mar, não teria sabor nenhum. Somente o infinito supera a morte.
Como nossas vidas ficam mediocres perante as grandiosidades! Que é nossa vida quando comparada ao infinito? Onde está a grandiosidade humana quando a Morte colhe suas almas?
Nos imaginamos donos do destino, da verdade, somos humanos perdidos, achando que temos algum domínio sob alguma coisa. Nosso controle aparente é apenas para acalmar nosso desespero interior, desespero de não saber nada, não ter poder sobre nada, aquela angústia de impotência humana.
Hoje a noite antes de dormir, vou contemplar o céu pela ultima vez, vou me lembrar do infinito e da minha pequenez. Se eu me encontrar com a morte, o esquecimento eterno me abençoará com a paz, se não for dessa noite, pelo menos eu tenho um outro dia para escrever um novo texto. De qualquer maneira estou feliz.
Ela se afasta conforme chego para tocá-la, não por medo, apenas adiando o inevitável.
Cada minuto me põe mais perto do ultimo suspiro.
Tem que ser assim, ela me faz abraçar cada centelha de luz, seus olhos cinzentos me fazem procurar a beleza da vida, me fazem olhar para o infinito do céu a noite e procurar o infinito dentro de mim. Ao mesmo tempo, ela me facina, sedutora como uma sereia.
Como o infinito dá paz! Ele dilui seus sofrimentos. É como beber um café muito amargo, mas que dissolvido no mar, não teria sabor nenhum. Somente o infinito supera a morte.
Como nossas vidas ficam mediocres perante as grandiosidades! Que é nossa vida quando comparada ao infinito? Onde está a grandiosidade humana quando a Morte colhe suas almas?
Nos imaginamos donos do destino, da verdade, somos humanos perdidos, achando que temos algum domínio sob alguma coisa. Nosso controle aparente é apenas para acalmar nosso desespero interior, desespero de não saber nada, não ter poder sobre nada, aquela angústia de impotência humana.
Hoje a noite antes de dormir, vou contemplar o céu pela ultima vez, vou me lembrar do infinito e da minha pequenez. Se eu me encontrar com a morte, o esquecimento eterno me abençoará com a paz, se não for dessa noite, pelo menos eu tenho um outro dia para escrever um novo texto. De qualquer maneira estou feliz.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Nihil(ismo)
Qual é o sentido das coisas quando as coisas perdem o sentido?
As perguntas não têm respostas, isso nós já sabemos, as verdades há muito foram banidas desse universo. Nossos sentidos são tão falhos, nossas mentes tão fechadas...
Não, não estou de forma alguma deprimido. Ainda acho que a vida é bela... e sem sentido.
No final desse texto, vais ver que é apenas um vazio de palavras, assim como qualquer texto, e como ao final de qualquer leitura de revista, ou livro, vais terminar de ler e sentar-se para um bate papo virtual, ou para assistir TV, vais pensar em coisas mais mundanas, deixando esses assuntos que transcendem para os filósofos ou religiosos.
Tua vida tem sentido, oh cidadão comum! O sentido comum das coisas, o sentido da perpetuação da espécie, mesmo que seja um sentido alheio ao verdadeiro sentido: de não ter sentido!
Proponho-te então a pensar na verdadeira motivação da existência. Desde já te digo que são pensamentos perigosos, e vais te decepcionar muito no caminho.
Qual a razão de trabalhar tanto, de consumir tanto, de fazer coisas que não gostamos? Qual a finalidade de tudo isso? Não sabemos nem ao menos para onde vamos! Céu? Inferno? Bahh!
Alguns dizem que a vida tem valor quando tem uma finalidade, um sentido. Eu penso o contrário, os sentidos são para camuflar insatisfações, tentamos viver o amanhã para receber o último pagamento do mês e comprar aquele carro do ano. A partir do momento que viver sem um destino, como um mochileiro, um viajante , percebe a satisfação e a eternidade de cada momento, aceitando que a vida não tem sentido, mas que isso não tira a beleza da vida.
Não sei qual a motivação desse texto, mas espero que tenham gostado dele. Carpe Diem.
As perguntas não têm respostas, isso nós já sabemos, as verdades há muito foram banidas desse universo. Nossos sentidos são tão falhos, nossas mentes tão fechadas...
Não, não estou de forma alguma deprimido. Ainda acho que a vida é bela... e sem sentido.
No final desse texto, vais ver que é apenas um vazio de palavras, assim como qualquer texto, e como ao final de qualquer leitura de revista, ou livro, vais terminar de ler e sentar-se para um bate papo virtual, ou para assistir TV, vais pensar em coisas mais mundanas, deixando esses assuntos que transcendem para os filósofos ou religiosos.
Tua vida tem sentido, oh cidadão comum! O sentido comum das coisas, o sentido da perpetuação da espécie, mesmo que seja um sentido alheio ao verdadeiro sentido: de não ter sentido!
Proponho-te então a pensar na verdadeira motivação da existência. Desde já te digo que são pensamentos perigosos, e vais te decepcionar muito no caminho.
Qual a razão de trabalhar tanto, de consumir tanto, de fazer coisas que não gostamos? Qual a finalidade de tudo isso? Não sabemos nem ao menos para onde vamos! Céu? Inferno? Bahh!
Alguns dizem que a vida tem valor quando tem uma finalidade, um sentido. Eu penso o contrário, os sentidos são para camuflar insatisfações, tentamos viver o amanhã para receber o último pagamento do mês e comprar aquele carro do ano. A partir do momento que viver sem um destino, como um mochileiro, um viajante , percebe a satisfação e a eternidade de cada momento, aceitando que a vida não tem sentido, mas que isso não tira a beleza da vida.
Não sei qual a motivação desse texto, mas espero que tenham gostado dele. Carpe Diem.
sábado, 10 de janeiro de 2009
O amor romantico
O romantismo surge num período conturbado da história, a revolução francesa, e marca a literatura com romances de idealização da figura feminina, e a tentativa de escapar das dores através da criação de uma imagem de mundo.
A literatura, assim como a televisão e toda a mídia, é responsável pela criação da infelicidade humana, responsáveis por mitificar os relacionamentos amorosos, onde a felicidade se baseia em outro ser humano - qual felicidade é verdadeira quando depende de outra pessoa?
São filmes e novelas que mostram um romantismo e uma melação excessiva, e ainda por cima mostra a nós homens o lado errado da conquista, os mais inocentes acreditam que a entrega total e a revelação do sentimento é o caminho para um romance, uma historia com final feliz e tudo.
A televisão criou o amor fantasiado, assim como o amor materno foi 'criado' no fim do século XVIII, e o amor paterno vem sendo moldado por novelas que mostram pais separados cada vez mais unidos com suas crias, parecendo mais dois irmãos que realmente pai e filho se olharmos como era a relação entre ambos no século passado.
Essa mudança de comportamento da sociedade não é de fato má, entretanto tem que ser vista como realmente é: uma máscara para as relações cotidianas de reprodução e proteção da prole, o amor romântico é uma máscara para a 'dança do acasalamento' humana, o descuidado com essas fantasias muitas vezes traz angustia e infelicidade.
Quem nunca sonhou com um amor para toda a vida, achar alguém ideal, e não se imaginou sentado com essa pessoa vendo o pôr-do-sol? Não que sejam coisas impossíveis, achar alguém pra amar, mas devemos nos lembrar que o ser humano é cheio de defeitos, lembrar que por baixo da pele do outro também tem músculos, sangue, muco e outras sujeiras, somos todos mortais. Quando procuramos alguém ideal, ou idealizamos uma pessoa, compramos nossa insatisfação, passamos a depender de um amor inventado. Inventado por nós para ser o modelo do que achamos que é a felicidade, do que nos foi ensinado na TV e nos contos de fadas.
A literatura, assim como a televisão e toda a mídia, é responsável pela criação da infelicidade humana, responsáveis por mitificar os relacionamentos amorosos, onde a felicidade se baseia em outro ser humano - qual felicidade é verdadeira quando depende de outra pessoa?
São filmes e novelas que mostram um romantismo e uma melação excessiva, e ainda por cima mostra a nós homens o lado errado da conquista, os mais inocentes acreditam que a entrega total e a revelação do sentimento é o caminho para um romance, uma historia com final feliz e tudo.
A televisão criou o amor fantasiado, assim como o amor materno foi 'criado' no fim do século XVIII, e o amor paterno vem sendo moldado por novelas que mostram pais separados cada vez mais unidos com suas crias, parecendo mais dois irmãos que realmente pai e filho se olharmos como era a relação entre ambos no século passado.
Essa mudança de comportamento da sociedade não é de fato má, entretanto tem que ser vista como realmente é: uma máscara para as relações cotidianas de reprodução e proteção da prole, o amor romântico é uma máscara para a 'dança do acasalamento' humana, o descuidado com essas fantasias muitas vezes traz angustia e infelicidade.
Quem nunca sonhou com um amor para toda a vida, achar alguém ideal, e não se imaginou sentado com essa pessoa vendo o pôr-do-sol? Não que sejam coisas impossíveis, achar alguém pra amar, mas devemos nos lembrar que o ser humano é cheio de defeitos, lembrar que por baixo da pele do outro também tem músculos, sangue, muco e outras sujeiras, somos todos mortais. Quando procuramos alguém ideal, ou idealizamos uma pessoa, compramos nossa insatisfação, passamos a depender de um amor inventado. Inventado por nós para ser o modelo do que achamos que é a felicidade, do que nos foi ensinado na TV e nos contos de fadas.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
A certeza é algo que realmente me incomoda. Têm pessoas com tanta certeza das coisas, tão sábias, que eu, mesmo lendo e refletindo muito, não consigo chegar à metade da sapiencia delas. Ou são eles os cegos, ou sou eu. Não ouso dizer nem que são minhas idéias as corretas, e isso já me põe um patamar inferior com relação a essa pessoa, que retórica!
Fico a imaginar o que se passa na cabeça desses homens, o que lhes leva crer que a verdade é tão clara, eu daria meu reino para conhecer as verdades desse mundo!
Uma vida cética é muitas vezes icomoda, por outras é gratificante, viver nas incertezas nos leva a aprofundar conhecimentos, ir por mares nunca dantes navegados. Que seria de nós hoje, se alguem não tivesse duvidado da Teoria Geocentrica? Ou mesmo questionado o poder dos reis? A verdade é confortante, mas pode não ser o melhor caminho, ela nos impede de procurar. Quando a busca termina, não é porque se encontrou o que procurava, mas porque parou de procurar.
A certeza é inimiga, é inconveniente, nociva, ela nos faz parar de pensar para cultuar algo.
Os sábios não são os que sabem, mas os que buscam saber, são aqueles que olharão para esse texto e se perguntarão: Será se esse cara está mesmo certo?
Fico a imaginar o que se passa na cabeça desses homens, o que lhes leva crer que a verdade é tão clara, eu daria meu reino para conhecer as verdades desse mundo!
Uma vida cética é muitas vezes icomoda, por outras é gratificante, viver nas incertezas nos leva a aprofundar conhecimentos, ir por mares nunca dantes navegados. Que seria de nós hoje, se alguem não tivesse duvidado da Teoria Geocentrica? Ou mesmo questionado o poder dos reis? A verdade é confortante, mas pode não ser o melhor caminho, ela nos impede de procurar. Quando a busca termina, não é porque se encontrou o que procurava, mas porque parou de procurar.
A certeza é inimiga, é inconveniente, nociva, ela nos faz parar de pensar para cultuar algo.
Os sábios não são os que sabem, mas os que buscam saber, são aqueles que olharão para esse texto e se perguntarão: Será se esse cara está mesmo certo?
terça-feira, 25 de novembro de 2008
XXI
-O que você tem?
-Não sei, um incomodo, talvez pela crueza das coisas.
-Talvez se sinta acuado pela verdade, a ficção te fascina.
-Por certo o que me incomoda não é a verdade em mim, mas o que ela me gasta por dentro, a minha inspiração é roída. Ao mesmo tempo em que parece uma sede de conhecimento é também uma avidez profana.
-Consciência?
-Não... Essa eu já perdi.
-Sua doença é incurável, ela é causada pelos antídotos e remédios que se usa para tratá-la.
-Não sei, um incomodo, talvez pela crueza das coisas.
-Talvez se sinta acuado pela verdade, a ficção te fascina.
-Por certo o que me incomoda não é a verdade em mim, mas o que ela me gasta por dentro, a minha inspiração é roída. Ao mesmo tempo em que parece uma sede de conhecimento é também uma avidez profana.
-Consciência?
-Não... Essa eu já perdi.
-Sua doença é incurável, ela é causada pelos antídotos e remédios que se usa para tratá-la.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O cinema como prática social
É indiscutível o papel do cinema no processo da formação de opiniões do cidadão. Uma formação que pode ser alienadora, mas que se bem aproveitada pelo telespectador, pode ser uma fonte de conhecimento e cultura.
Desde a Grécia antiga, nos teatro à praça publica, até os dias de hoje, nas telonas, a mídia funciona como uma forma de protesto, ou como uma forma de incentivo cultural, veículo de comunicação e meio de informação. Por volta de quinhentos anos antes de cristo, Ésquilo criou a peça Prometeu, que além de entreter, continha forte conotação moral para a época, falando de punição dos deuses para aqueles que desobedecessem as leis divinas. Da mesma forma o cinema continua influenciando e participando da formação moral popular. Alguns filmes como “Harry Potter”, “Homem Aranha”, “O retorno do Super-Homem”, campeões de bilheteria, possuem forte teor moral, mostrando a luta de mal e bem, onde os que fazem o bem são sempre recompensados no final, da mesma forma que o teatro grego. Estes filmes, além da moral, possuem também uma grande carga cultural do seu país de origem, como é o caso de Homem Aranha e O retorno do Super-Homem, que além de mostrar a vida dos cidadãos americanos, demonstra o ideal nacionalista deles, representado pelos uniformes com as cores da bandeira, e aspectos patriotas dos próprios personagens. Outros filmes também declaram sua carga política-economica na venda do Way of life, o estilo de vida norte-americano, que foi copiado pelo mundo inteiro, representado pelo consumismo e pelo padrão conservador das estruturas familiares.
No período de guerra fria, o cinema americano funcionava como propaganda do governo, enaltecendo os feitos americanos e de suma importância para seu destaque na economia e política globalizada atual. Um exemplo claro da manipulação da historia pelo governo a fim de exaltar o patriotismo foi o filme Rambo, que mostrava os americanos como os verdadeiros heróis de guerra. O filme foi sucesso de bilheteria e fundamental para a construção da imagem americana exterior.
Dessa forma, fica explicito o importante papel do cinema, tanto na área cultural, quanto política. Um importante veículo de informação e conhecimento, e claro, uma excelente forma de entretenimento.
Desde a Grécia antiga, nos teatro à praça publica, até os dias de hoje, nas telonas, a mídia funciona como uma forma de protesto, ou como uma forma de incentivo cultural, veículo de comunicação e meio de informação. Por volta de quinhentos anos antes de cristo, Ésquilo criou a peça Prometeu, que além de entreter, continha forte conotação moral para a época, falando de punição dos deuses para aqueles que desobedecessem as leis divinas. Da mesma forma o cinema continua influenciando e participando da formação moral popular. Alguns filmes como “Harry Potter”, “Homem Aranha”, “O retorno do Super-Homem”, campeões de bilheteria, possuem forte teor moral, mostrando a luta de mal e bem, onde os que fazem o bem são sempre recompensados no final, da mesma forma que o teatro grego. Estes filmes, além da moral, possuem também uma grande carga cultural do seu país de origem, como é o caso de Homem Aranha e O retorno do Super-Homem, que além de mostrar a vida dos cidadãos americanos, demonstra o ideal nacionalista deles, representado pelos uniformes com as cores da bandeira, e aspectos patriotas dos próprios personagens. Outros filmes também declaram sua carga política-economica na venda do Way of life, o estilo de vida norte-americano, que foi copiado pelo mundo inteiro, representado pelo consumismo e pelo padrão conservador das estruturas familiares.
No período de guerra fria, o cinema americano funcionava como propaganda do governo, enaltecendo os feitos americanos e de suma importância para seu destaque na economia e política globalizada atual. Um exemplo claro da manipulação da historia pelo governo a fim de exaltar o patriotismo foi o filme Rambo, que mostrava os americanos como os verdadeiros heróis de guerra. O filme foi sucesso de bilheteria e fundamental para a construção da imagem americana exterior.
Dessa forma, fica explicito o importante papel do cinema, tanto na área cultural, quanto política. Um importante veículo de informação e conhecimento, e claro, uma excelente forma de entretenimento.
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