Hoje a famosa foto de Albert Einstein com a língua para fora completa 57 anos. Tirada em 1951, quando o físico tinha 72 anos, a foto revela, no mínimo, certa excentricidade em relação a outros físicos.
Einstein, cientista-ídolo da história da academia, saiu do anonimato com trabalhos que mudaram o rumo da física. Envolveu-se em questões políticas e sociais e, além do Prêmio Nobel e de várias referências, foi nomeado recentemente pela revista norte-americana Time o “homem do século XX”.
Einstein elaborou, entre os anos de 1905 e 1916, a teoria da relatividade, e o conceito de que “tudo é relativo”, hoje, é um jargão. Na verdade, o que ele afirmou foi que todo movimento é relativo, desde que dependesse de um referencial. Einstein se baseou em dois postulados fundamentais. O primeiro coloca a velocidade da luz como única invariante e considera-a a maior velocidade possível (300 mil km/s). Esse postulado tem resistido a vários testes feitos com a utilização de aceleradores de partículas. O segundo afirma que as leis que descrevem fenômenos físicos não podem depender do movimento do observador, ou seja, o comportamento da natureza acontece da mesma forma em todo o universo.
Einstein foi além.
Sua teoria prevê que os objetos em movimento sofram o efeito da dilatação do tempo, que pode ser maior ou menor, de acordo com a velocidade. O tempo para um objeto ou pessoa em alta velocidade passa mais lentamente do que para aqueles a baixa velocidade. Esse efeito já foi observado em testes com relógio de alta precisão colocados em aeronaves muito velozes e poderia, teoricamente, ser usado para fazer uma viagem “rumo ao futuro”. Para um astronauta que viajasse a uma velocidade de 98% da velocidade da luz, cada ano percorrido por ele corresponderia a cinco anos passados do tempo da Terra. Por exemplo, numa viagem que durasse 20 anos, ele teria viajado 20 anos em direção ao futuro, envelhecendo apenas 4 anos.
Apesar da possibilidade teórica, as dificuldades tecnológicas tornam a viagem no tempo uma realidade muito distante ou impossível. Para se ter idéia, seria necessária uma quantidade de energia superior à que dispomos em todo planeta.
As polêmicas geradas são muitas: poderíamos voltar no tempo e mudar a história? Evitar guerras, acidentes ou doenças? Presenciar fatos, revelar curas?
É incerto, mas não deixa de ser fantástico.
Quem sabe em uma dessas viagens nos deparamos com Einstein, há 57 anos atrás, com a língua pra fora? Ele não acreditaria que estaríamos lá por causa dele. Não mesmo.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Rugas são relativas
O tempo é relativamente complexo, de amplitude exasperada. Lutamos contra seus efeitos e tentamos retardar suas marcas: em vão.
De plásticas a psicólogos, de academias a dança-do-ventre. Nosso temor pela passagem do tempo chega cada vez mais precocemente, nos fazendo cultivar grandes níveis de vaidade e objetivar, mesmo que teoricamente, uma vida saudável. As empresas de comésticos, centros cirúrgicos e esteticistas não têm do que reclamar, afinal, passam por uma fase de supervalorização; alimentos naturais e academias também estão na moda: visamos ao adiamento dos efeitos dessa dimensão desconhecida.
Porém, o tempo às vezes é subestimado. Pensemos como adquiriríamos experiência ou uma mesa com a família reunida se não fosse o tempo. Precisamos de suas marcas: nossa vida só faz sentido porque ele existe, é o autor da saudade, do conhecimento e do consolo. Essa nossa preocupação poderia supervalorizar livrarias, poesias ou música clássica. Poderia também "ultravalorizar" a família e amigos, em vez de o esteticista. Basta que pensemos no tempo como um acumulador e julguemos o que merece ser acumulado. Afinal, rugas são tão relativas quanto o tempo.
De plásticas a psicólogos, de academias a dança-do-ventre. Nosso temor pela passagem do tempo chega cada vez mais precocemente, nos fazendo cultivar grandes níveis de vaidade e objetivar, mesmo que teoricamente, uma vida saudável. As empresas de comésticos, centros cirúrgicos e esteticistas não têm do que reclamar, afinal, passam por uma fase de supervalorização; alimentos naturais e academias também estão na moda: visamos ao adiamento dos efeitos dessa dimensão desconhecida.
Porém, o tempo às vezes é subestimado. Pensemos como adquiriríamos experiência ou uma mesa com a família reunida se não fosse o tempo. Precisamos de suas marcas: nossa vida só faz sentido porque ele existe, é o autor da saudade, do conhecimento e do consolo. Essa nossa preocupação poderia supervalorizar livrarias, poesias ou música clássica. Poderia também "ultravalorizar" a família e amigos, em vez de o esteticista. Basta que pensemos no tempo como um acumulador e julguemos o que merece ser acumulado. Afinal, rugas são tão relativas quanto o tempo.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Células-tronco: questão polêmica
A polêmica sobre as células-tronco embrionárias está colocando ciência e fé em campos opostos, mais uma vez.
Essas são células que possuem a capacidade de assumir a forma e função de qualquer tecido, podendo, então, produzir os tecidos perdidos em pessoas com lesões ou doenças degenerativas, curando males como Parkinson, diabetes tipo 1 e alguns tipos de câncer. A polêmica alicerça-se ao fato de que a única maneira de obtê-las é destruindo o embrião. Afinal, um embrião já é um ser humano? Há divergências sobre o conceito de vida. Os religiosos a consideram um dom de Deus e com início no momento da fecundação. Por outro lado, os cientistas a consideram um ciclo. Para um embrião que está congelado a vida acabou, enquanto que um embrião do qual são extraídas células-tronco irá preservar a vida.
Grupos religiosos consideram que a liberação da pesquisa com embriões levaria à legalização do aborto e outras práticas que ameaçam a vida, mas esquecem-se de que, na verdade, essas pesquisas serão indiscutivelmente favoráveis à cura de doenças e à evolução de inúmeros campos da medicina, representando uma continuidade do ciclo vital. Além do mais, de acordo com a Lei de Biossegurança, apenas embriões inviáveis (com deformações, por exemplo) ou congelados há mais de três anos poderiam ser usados, e somente com o consentimento dos pais. Essas células congeladas são, em grande parte das vezes, jogadas fora. Pergunta-se: onde está a preocupação com a vida nesses momentos? Pesquisas seriam mais coerentes.
Uma pesquisa feita pelo IBOPE afirma que 75% das pessoas são a favor de tais pesquisas. Por que então adiá-las? A Igreja não pode impedir que a sociedade evolua ou deixe de fazer o que julga certo. Além do mais, muitos outros países investem nas pesquisas com células-tronco, fazendo do Brasil cada vez mais atrasado e representando uma futura dependência frente a eles. Para Oliver Smithies, Prêmio Nobel de Medicina em 2007, um país que não tomar parte nas pesquisas com células-tronco embrionárias perderá a oportunidade de oferecer sua contribuição à humanidade.
Haverá sempre os prós e contras, mas devemos tratar desse assunto de maneira menos negligente. Basta imaginarmos se nossas vidas dependessem de tais estudos, como o caso de milhares de deficientes físicos, diabéticos, pessoas com câncer. Afinal, nada que nos mova mais do que nosso auto-interesse.
Essas são células que possuem a capacidade de assumir a forma e função de qualquer tecido, podendo, então, produzir os tecidos perdidos em pessoas com lesões ou doenças degenerativas, curando males como Parkinson, diabetes tipo 1 e alguns tipos de câncer. A polêmica alicerça-se ao fato de que a única maneira de obtê-las é destruindo o embrião. Afinal, um embrião já é um ser humano? Há divergências sobre o conceito de vida. Os religiosos a consideram um dom de Deus e com início no momento da fecundação. Por outro lado, os cientistas a consideram um ciclo. Para um embrião que está congelado a vida acabou, enquanto que um embrião do qual são extraídas células-tronco irá preservar a vida.
Grupos religiosos consideram que a liberação da pesquisa com embriões levaria à legalização do aborto e outras práticas que ameaçam a vida, mas esquecem-se de que, na verdade, essas pesquisas serão indiscutivelmente favoráveis à cura de doenças e à evolução de inúmeros campos da medicina, representando uma continuidade do ciclo vital. Além do mais, de acordo com a Lei de Biossegurança, apenas embriões inviáveis (com deformações, por exemplo) ou congelados há mais de três anos poderiam ser usados, e somente com o consentimento dos pais. Essas células congeladas são, em grande parte das vezes, jogadas fora. Pergunta-se: onde está a preocupação com a vida nesses momentos? Pesquisas seriam mais coerentes.
Uma pesquisa feita pelo IBOPE afirma que 75% das pessoas são a favor de tais pesquisas. Por que então adiá-las? A Igreja não pode impedir que a sociedade evolua ou deixe de fazer o que julga certo. Além do mais, muitos outros países investem nas pesquisas com células-tronco, fazendo do Brasil cada vez mais atrasado e representando uma futura dependência frente a eles. Para Oliver Smithies, Prêmio Nobel de Medicina em 2007, um país que não tomar parte nas pesquisas com células-tronco embrionárias perderá a oportunidade de oferecer sua contribuição à humanidade.
Haverá sempre os prós e contras, mas devemos tratar desse assunto de maneira menos negligente. Basta imaginarmos se nossas vidas dependessem de tais estudos, como o caso de milhares de deficientes físicos, diabéticos, pessoas com câncer. Afinal, nada que nos mova mais do que nosso auto-interesse.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Violência
Diz-se que a violencia é inerente ao homem, mas há muitas controversias a respeito disso, para Jhon Locke o homem é uma tabula rasa, portanto nem bom nem mau.
A agressividade humana tambem é estudada pelos evolucionistas, e é vista como um instinto de defesa humano, como instrumento de proteção. Entretanto, atualmente, a violencia vem ocorrendo com mais frequencia e de forma gratuita. Exemplos disso são os espancamentos ocorridos no Brasil, e os casos de massacres nas escolas americanas. Estes sao resultados do preconceito e da exclusão social, algumas das causas da violencia. A banalização do mal é muito incentivada pela midia e pela sociedade, ou parafraseando Hannah Arendt, podemos dizer que a vilencia é resultante da falta de comunicação e empatia humana, as pessoas não conseguem se colocar no lugar uma da outra.
A violencia está inserida na sociedade de uma forma indissociavel, e ela nao é um mal do individuo humano, e sim do coletivo, da sociedade. Uma pessoa nao consegue ser violenta sozinha. Dessa forma cabe a nós sermos mais tolerantes e menos preconceituosos, já que somos a sociedade, e a soociedade é violenta.
A agressividade humana tambem é estudada pelos evolucionistas, e é vista como um instinto de defesa humano, como instrumento de proteção. Entretanto, atualmente, a violencia vem ocorrendo com mais frequencia e de forma gratuita. Exemplos disso são os espancamentos ocorridos no Brasil, e os casos de massacres nas escolas americanas. Estes sao resultados do preconceito e da exclusão social, algumas das causas da violencia. A banalização do mal é muito incentivada pela midia e pela sociedade, ou parafraseando Hannah Arendt, podemos dizer que a vilencia é resultante da falta de comunicação e empatia humana, as pessoas não conseguem se colocar no lugar uma da outra.
A violencia está inserida na sociedade de uma forma indissociavel, e ela nao é um mal do individuo humano, e sim do coletivo, da sociedade. Uma pessoa nao consegue ser violenta sozinha. Dessa forma cabe a nós sermos mais tolerantes e menos preconceituosos, já que somos a sociedade, e a soociedade é violenta.
Igreja x Comunismo
Em novembro do ano passado, o papa promulgou a encíclica "Salvos pela esperança", onde cita o marxismo como um mal, fazendo um paralelo entre esse e o ateísmo.
Como devemos encarar tais atitudes tomadas pela igreja catolica? Ele diz: “Precisamos fazer tudo o que podemos para superar o sofrimento, mas bani-lo do mundo não está em nosso poder (...) Somente Deus é capaz de fazer isso.” E ainda: “Um mundo que tem de criar sua própria justiça é um mundo sem esperança”. O comunismo é claramente criticado, onde deixa de ser um meio de melhorar o mundo e se torna um mal. O proprio Jesus dizia: "Viveis em comunhao", e esta comum uniao que foi pregada por marx, aqui é duramente criticada pelo papa. Aqui fica uma pergunta no ar: Porque entao Bento XVI é tão contra o comunismo? Sabemos que com a existencia deste, o estado e todas suas intituiçoes deixariam de existir, o catolicismo continuaria existindo, mas nao a igreja, igreja esta que se sustenta por meio dos males alheios, já que um mundo de paz teria bem menos necessidade de religiao.
Tento ressaltar aqui, o modo como as atitudes pontificas afetam nosso meio, e de forma alguma explicito qualquer forma de antagonismo a religiosidade em si. A religiao é algo que vem de dentro do ser humano, enquanto a igreja é uma instituição.
Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL199272-5602,00-BENTO+XVI+CRITICA+O+ATEISMO+E+MARX.html?id=newsletterhttp://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL199272-5602,00-BENTO+XVI+CRITICA+O+ATEISMO+E+MARX.html?id=newsletter
Obrigado.
Como devemos encarar tais atitudes tomadas pela igreja catolica? Ele diz: “Precisamos fazer tudo o que podemos para superar o sofrimento, mas bani-lo do mundo não está em nosso poder (...) Somente Deus é capaz de fazer isso.” E ainda: “Um mundo que tem de criar sua própria justiça é um mundo sem esperança”. O comunismo é claramente criticado, onde deixa de ser um meio de melhorar o mundo e se torna um mal. O proprio Jesus dizia: "Viveis em comunhao", e esta comum uniao que foi pregada por marx, aqui é duramente criticada pelo papa. Aqui fica uma pergunta no ar: Porque entao Bento XVI é tão contra o comunismo? Sabemos que com a existencia deste, o estado e todas suas intituiçoes deixariam de existir, o catolicismo continuaria existindo, mas nao a igreja, igreja esta que se sustenta por meio dos males alheios, já que um mundo de paz teria bem menos necessidade de religiao.
Tento ressaltar aqui, o modo como as atitudes pontificas afetam nosso meio, e de forma alguma explicito qualquer forma de antagonismo a religiosidade em si. A religiao é algo que vem de dentro do ser humano, enquanto a igreja é uma instituição.
Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL199272-5602,00-BENTO+XVI+CRITICA+O+ATEISMO+E+MARX.html?id=newsletterhttp://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL199272-5602,00-BENTO+XVI+CRITICA+O+ATEISMO+E+MARX.html?id=newsletter
Obrigado.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Telealienação
Em todos os lugares é possivel perceber a caracteristica modeladora da sociedade que a televisao dispoe, seja no papo de buteco sobre o futebol mais cedo, ou as donas de casa discutindo sobre as novelas. Até que ponto essa caracteristica modificadora não é abusiva?
O modo qual essa alienação vem até nós é o mais sutil possivel. Vem como uma tendencia a ser seguida, um estilo de vida que nos é mostrado, ou um produto oferecido. A televisao nos torna compradores compulsivos, atingindo a meta dos patrocinadores burgueses. Seja no "way of life" mostrado por Hollywood
ou pelo novo estilo de se vestir passado pela globo na novela das 8, estamos semrpe seguindo o que nos dizem, pelo menos se somos espectadores assiduos desses programas.
E como se nao bastasse nos tornar compradores compulsivos, a televisao ainda muitas vezes nos manipula atraves das informações. A todo momento derruba presidentes e elege outros, muda opinioes, cria e destroi mitos. E todos nós, convivendo com o mundo cruel de hoje em dia, em busca apenas de mais uma forma de entretenimento, acabamos, por inocentes, nos deparando com a alienação e nos tornando apenas mais um fantoche da midia.
Somos obrigados a viver dessa maneira? Não prestamos atenção, e quando nos damos por conta, uma ideia fixa já está em nossas cabeças... agora, com licença queridos leitores, vou assistir BBB ou talvez mais algum filme Hollywoodiano, pra quem sabe um dia, eu pensar igual a maioria.
O modo qual essa alienação vem até nós é o mais sutil possivel. Vem como uma tendencia a ser seguida, um estilo de vida que nos é mostrado, ou um produto oferecido. A televisao nos torna compradores compulsivos, atingindo a meta dos patrocinadores burgueses. Seja no "way of life" mostrado por Hollywood
ou pelo novo estilo de se vestir passado pela globo na novela das 8, estamos semrpe seguindo o que nos dizem, pelo menos se somos espectadores assiduos desses programas.
E como se nao bastasse nos tornar compradores compulsivos, a televisao ainda muitas vezes nos manipula atraves das informações. A todo momento derruba presidentes e elege outros, muda opinioes, cria e destroi mitos. E todos nós, convivendo com o mundo cruel de hoje em dia, em busca apenas de mais uma forma de entretenimento, acabamos, por inocentes, nos deparando com a alienação e nos tornando apenas mais um fantoche da midia.
Somos obrigados a viver dessa maneira? Não prestamos atenção, e quando nos damos por conta, uma ideia fixa já está em nossas cabeças... agora, com licença queridos leitores, vou assistir BBB ou talvez mais algum filme Hollywoodiano, pra quem sabe um dia, eu pensar igual a maioria.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Culturas não são opiniões
Todos os dias fazemos inúmeros rituais, que são definidos a partir de cada cultura. Seria algo como o café da manha que todos os dias fazemos, festas seriam também rituais, resumindo, estamos rodeados por eles, e estes são definidos pela cultura de cada um.
No entanto, quando encontramos alguma pessoa com cultura diferente da nossa, ou ate mesmo com um jeito diferente de vestir, olhamos para essa pessoa como se ela estivesse errada. Culturas não são opiniões. Como podemos criticar os rituais e o estilo de vida das pessoas se nos mesmos temos os nossos? Se pararmos pra pensar veremos quantos hábitos estranhos temos, entretanto fazemos como se fosse a coisa mais natural do mundo, e continuamos a criticar as culturas e julgar com inferioridade pessoas diferentes. E é por isso que o mundo está assim, cheio de guerras, “apartheids” e barreiras de preconceito, por causa das diferenças nos esquecemos que a nível cultural, não existe certo e errado, apenas deveríamos respeitar e tentar aprender uns com os outros. O primeiro passo para melhorar o mundo é justamente o respeito, e é onde mais falhamos. Enquanto olharmos pro próximo como se a cultura diferente dele for apenas uma opinião divergente não teremos respeito, como se discute cultura? Quem está certo: judeus ou muçulmanos? Crentes ou ateus?
Será se é mesmo necessário ter esta resposta?
No entanto, quando encontramos alguma pessoa com cultura diferente da nossa, ou ate mesmo com um jeito diferente de vestir, olhamos para essa pessoa como se ela estivesse errada. Culturas não são opiniões. Como podemos criticar os rituais e o estilo de vida das pessoas se nos mesmos temos os nossos? Se pararmos pra pensar veremos quantos hábitos estranhos temos, entretanto fazemos como se fosse a coisa mais natural do mundo, e continuamos a criticar as culturas e julgar com inferioridade pessoas diferentes. E é por isso que o mundo está assim, cheio de guerras, “apartheids” e barreiras de preconceito, por causa das diferenças nos esquecemos que a nível cultural, não existe certo e errado, apenas deveríamos respeitar e tentar aprender uns com os outros. O primeiro passo para melhorar o mundo é justamente o respeito, e é onde mais falhamos. Enquanto olharmos pro próximo como se a cultura diferente dele for apenas uma opinião divergente não teremos respeito, como se discute cultura? Quem está certo: judeus ou muçulmanos? Crentes ou ateus?
Será se é mesmo necessário ter esta resposta?
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Ah, o amor!
Falaria sobre consciência ambiental. Falaria, mas acusam-me de hipócrita. O desvio é exagerado: falarei de amor. Eu amo, tu amas, ele ama. Nós amamos? Aparentemente simples, mas indescritível, inexato, irracional. Pais e filhos, homens e mulheres... amar os faz encaixes, de uma forma tão... tão recíproca! Cientificamente falando, isso ocorre devido ao alto nível de dopamina e norepinefrina, mas sendo um mistério, amar se torna menos carnal, amar se torna divino. Nostalgia não precisa fazer sentido, saudade não acontece em vão, ciúmes é medo de perder (e não me venha com essa de que a culpa é da feniletilamina). Tão subestimado esse sentimento que rege o primeiro dos 10 testamentos de Deus. Tão medonhamente usado. O egoísmo nos habitou de tal forma que não somos mais capazes de amar a Deus sobre a todas as coisas, muito menos ao próximo como a nós mesmos. Mas pior que não amar é amar e não o fazer. É viver com amor reprimido, é deixar que o orgulho seja mais forte, é deixar que apenas o “eu te amo” baste. É ter vontade de ligar, chorar, quem sabe... mas não o fazer por covardia. Ás vezes imagino se o amor vai resistir por muito tempo, se sua essência sempre permanecerá a mesma, mas logo me pego rindo, rindo dessas bobagens. Amar, amar, amar. Não o sei definir, é vasto e vago demais. Quem diria, um verbo regular: eu amo, tu amas, ele ama. Nós amamos?
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